segunda-feira, 30 de março de 2009

cultura da morte

acho tão bonito as pessoas pensarem inocentemente q a farra do boi é só uma brincadeira, q faz parte da cultura local e deve ser respeitada. a ignorância é mesmo um alívio.

em floripa, deve haver milhares de pessoas com memórias da farra onde o povo "só corria" em volta do boi e "ninguém se machucava" (também há muita gente q jura de pé junto ter sido abduzido por alienígenas, tire suas conclusões). pode até ser verdade, mas os participantes abaixo discordam:




desesperado após horas (ou dias) de tortura, o animal corre mar adentro, deve mesmo ser bem melhor morrer afogado.


não basta torturar os animais adultos, vamos também ensinar as crianças a fazer uma 'farrinha', vale bode, gato, cachorro...

Texto e fotos do site farradoboi.info


"WHAT IS FARRA DO BOI?
Ritual Savagery or Popular Culture?

One of the most savage rituals of cruelty toward animals is Brazil’s Farra do Boi. Farra do boi, loosely translated as “ Festival of the Oxen” or “Ox Fun Days”, involves the torture- killing of several hundred oxen each year in more than thirty communities throughout the Brazilian state of Santa Catarina. In other states of Brazil, the spectacle is denounced and has stirred violent protests.

Until recently, Farra do Boi occurred primarily during Easter week and on New Year’s Day in remote coastal villages.Today some communities hold weekly Farras to “celebrate” weddings, birthdays, soccer games and other special occasions. Prominent businessmen, citizens, cattle breeders, restaurateurs, and politicians often donate the oxen.

Before the event, the ox is confined and starved for several days. To increase the ox frenzy, food and water are placed within sight, but out of reach.The Farra begins when the ox is driven from its pen and chased through the streets by crowds of villagers with sticks, knives, whips, stones, bamboo lances, and ropes.The attackers – men, women, and children – pursue the ox as it attempts to flee, even into the ocean.

After Days of Torture, the Relief of Death

WSPA sources in Brazil have seen cattle tormented in every conceivable way. The helpless animals are doused with gasoline and set on fire. Pepper is thrown into their eyes, which are often then gouged out. Participants break the animal’s horns and legs and cut off their tales. Oxen may be stabbed or hit as many times as possible as long as the blows are not fatal, for the cattle must survive until the end. This torture may continue for THREE DAYS OR LONGER. Finally the animal is killed and the meat is divided among the participants to eat.
Some say the ritual is a symbolic re-ennanctment of the Passion of Jesus, with the ox representing Judas. Other believe the animal represents Satan, and torturing the Devil washes away their sins. But nowadays the festival hasn't religious conotation. For the people from the little coastal villages, Farra do Boi became just an opportunity to party and for some, a source of extra money by selling drinks and food for the participants. "

"O QUE É FARRA DO BOI?
Selvageria ou Cultura Popular?

Um dos rituais mais selvagens envolvendo crueldade contra animais é a Farra do Boi. Todos os anos centenas de bois são torturados e mortos em mais de trinta comunidades de Santa Catarina. Em outros estados, a prática é duramente criticada.

A Farra do Boi ocorre com mais freqüência na época da Páscoa, culminando na Sexta-feira Santa. Mas algumas comunidades celebram casamentos, aniversários, jogos de futebol e outras ocasiões especiais. Proeminentes empresários, criadores de gado, cidadãos, donos de restaurantes, donos de hotéis e políticos, são os que doam os bois para a "festa".

Antes do evento o boi é confinado sem alimento disponível por vários dias. Para aumentar o desespero do animal, comida e água são colocados num local onde o boi possa ver, mas não possa alcançar. A Farra começa quando o boi é solto e perseguido pelos "farristas", que carregam pedaços de pau, facas,lanças de bambú, cordas, chicotes e pedras - homens, mulheres e crianças - e perseguem o boi que, no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando.

Depois de Dias, o Alívio da Morte

Fontes da WSPA-Brazil (World Society for Protection of Animals ) afirmam ter visto o gado sendo torturado de diversas maneiras: animais banhados em gasolina e depois incendiados, pimenta jogada em seus olhos que, geralmente, são arrancados. Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus rabos.Os bois podem ser esfaqueados e espancados, mas há um certo "cuidado"para que o animal permaneça vivo até o final da "brincadeira". Essa tortura pode continuar por três dias ou mais. Finalmente o boi é morto e a carne é dividida entre os participantes.

Alguns dizem que é um ritual simbólico, uma encenação da Paixão de Cristo, onde o boi representaria Judas; outros acreditam que o animal representa Satanás e torturando o Diabo, as pessoas estariam se livrando dos pecados. Mas hoje em dia a Farra do Boi não tem nenhuma conotação religiosa. Para as pessoas que moram na área litorânea, onde a barbárie acontece, a Farra do Boi é apenas uma oportunidade pra se fazer uma festa e de se ganhar algum dinheiro extra, pois alguns moradores aproveitam para vender bebidas e petiscos para os participantes."


Para mim, não importa a razão ou a origem, tortura e morte não é tema de festa.

Touradas, circuncisão feminina, apedrejamento de mulheres violentadas...tudo isso também é cultura popular...vamos preservá-la?



3 comentários:

Ila disse...

E o mais deprimente é que quem pratica tudo isso ainda se diz Cristão. Pobre Jesus Cristo.

Toda vez que se discute a farra do boi em Floripa eu chego a conclusão de que tem seres humanos que não tem mesmo solução.

Triste, sofrível, deprimente....

Mariana disse...

Tem praticas culturais que são mesmo incompreensiveis aos olhos de quem esta de fora de uma determinada comunidade... e por isso mesmo, a minha opinião é que não ha interferência externa que possa mudar realmente os costumes de um povo, assim, na marra. Onde ficaria o limite dessas mudanças afinal? Por isso acredito que a mudança tem que vir de dentro da propria comunidade, que historica, esta também submissa à dinâmica que a propria Historia implica. A pressão externa so faz com que a comunidade se feche em si mesma, temendo por sua identidade (o conjunto de todos os seus costumes, não so os cruéis) e as praticas condenadas acabam sendo perpetuadas, porém longe dos olhos dos "de fora"... Quem é "de dentro" é que tem que tomar a atitude de tentar mudar a situação, por mais que todos tenham direito de discordar dela...e de tornar sua posição publica...

de qualquer maneira, o debate é sempre valido, claro!
Tudo de bom!

WSPA Brasil disse...

Olá,

sou responsável pelo controle de mídia da WSPA Brasil - World Society for the Protection of Animals - e gostaria de saber se você teria como nos fornecer a média de visitantes do blog por dia ou por mês. Essa informação seria incluída no controle que fazemos através do clipping para saber em que mídias foram publicadas matérias sobre a WSPA.


Agradeço desde já a sua atenção.



Atenciosamente.

Gisele Ramado / Comunicação
WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal
www.wspabrasil.org