Por ora não estou mais triste pela perda, nem brava. Já aceitei. Me ajudou muito a missa celebrativa que fizemos dia 2/11, alegre e festiva, como o Lucas.
Ainda assim resolvi postar aqui um escrito meu, feito na volta do sepultamento, dia triste e pesado. Perdoem-me a morbidez das palavras, mas mesmo a morte pode ser bela, ou pelo menos arte.
Ainda assim resolvi postar aqui um escrito meu, feito na volta do sepultamento, dia triste e pesado. Perdoem-me a morbidez das palavras, mas mesmo a morte pode ser bela, ou pelo menos arte.
sob o fino véu da morte
te vi estático
dormindo o gelado sono
dos só memória
velado o sonho
dos passados átomos
molhados suspiros
e apertados artelhos
tantos abraços
necessário zelo
tantos encontros sentidos
dos perdidos amigos
no tempo
despreferidos abraços
melhor não tê-los
apenas um o quero
apenas um não tenho
bebi o ato do desapego
sequei o que secaram outros
calei o que calaram tantos
e selei a dúvida bem dentro
não te sei de fato morto
somente guardado para o tempo todo
na gaveta macia dos que não são
mas foram
