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domingo, 8 de novembro de 2009

poeminha enlutado

Por ora não estou mais triste pela perda, nem brava. Já aceitei. Me ajudou muito a missa celebrativa que fizemos dia 2/11, alegre e festiva, como o Lucas.

Ainda assim resolvi postar aqui um escrito meu, feito na volta do sepultamento, dia triste e pesado. Perdoem-me a morbidez das palavras, mas mesmo a morte pode ser bela, ou pelo menos arte.


sob o fino véu da morte
te vi estático
dormindo o gelado sono
dos só memória

velado o sonho
dos passados átomos
molhados suspiros
e apertados artelhos

tantos abraços
necessário zelo
tantos encontros sentidos
dos perdidos amigos
no tempo

despreferidos abraços
melhor não tê-los
apenas um o quero
apenas um não tenho

bebi o ato do desapego
sequei o que secaram outros
calei o que calaram tantos
e selei a dúvida bem dentro

não te sei de fato morto
somente guardado para o tempo todo
na gaveta macia dos que não são
mas foram

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Choro


Nunca pensei que diria isto, mas estou enlutada.

Cheguei de BsAs mega feliz e recebi, logo na saída do aeroporto, uma notícia péssima.

Meu grande amigo Lucas Brizolara da Rosa ( o primeiro da foto), exímio percussionista da banda Choro 4 X 0, faleceu na flor da juventude.

Que sensação estúpida. Como alguém no início dos 30 enfarta?

Como em janeiro vou ao casamento de um pessoa, e em outubro ao funeral?

Pensar em 'linhas tortas' e 'vida eterna' não me consola em nada. Perdoem-me, mas estou na fase da raiva. Ontem passei pela negação, achando que a qualquer momento me diriam ser uma pegadinha. O que sentirei amanhã?

Aos que lhe conhecem: Funeral às 15hrs no Jardim da Paz, Floripa (hoje 20/10).