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domingo, 11 de outubro de 2009

deixe de desculpas, seja mais feliz


As pessoas inventam mil desculpas para não adotar um bichinho. ‘Não é da raça que eu quero’, ‘não sei a procedência, pode ter alguma doença’, ‘já vem adulto, não dá pra criar do jeito que eu quero’, ‘vai fazer muita bagunça’, e tantas outras mentiras vazias que só servem para apaziguar a consciência de quem no fundo, no fundo, sabe que vai deixar de fazer uma coisa muito boa por puro capricho.


‘Não é da raça que eu quero’ é uma das minhas despreferidas. Como assim? Você deve achar bonito aquele pessoal que encomenda bebê ao geneticista, pra ter olho assim, cabelo assado, pra ser a cara de não sei quem. Junto com ‘não sei a procedência, pode ter alguma doença’ então, é risível! O seu filho biológico, que você sabe a procedência, não pode ter doenças? Se fosse assim criança nenhuma adoeceria, não existiria hospital infantil. E o gato persa com pedigree, da minha amiga, que morreu aos 8 meses de ataque cardíaco? Ele era tão puro, tão puro, com a procedência tão nobre, que o coração era cheio de defeitos genéticos. E o York de outra amiga, também puro, que já ‘veio de fábrica’ com demodécia?


O que eu mais adoro desmistificar é ‘já vem adulto, não posso criar do jeito que eu quero’. Eu adotei um gato macho adulto de rua, e ele é um lord. Já chegou aqui em casa e foi direto pra caixinha. Obedece aos comandos de ‘não’, não sobe onde não deve, fica quietinho pra tomar banho, é meeeeeeeega carinhoso, super caprichoso. Enfim, eu o chamo de ‘gato perfeição’. E já veio pronto. Adotei outra gatinha quando era bem miúda, desmamada antes do tempo. Desde pequena a gente tentou de tudo para educar, borrifava aguinha nela quando subia onde não devia, soprava na carinha quando tentava roubar nossa comida, tinha comandos específicos e consistentes. Ela é intreinável, não tem medo de nada, mastiga tudo que vê, adora ficar de castigo (ninguém merece!). Quem acaba dando banho nela é o outro gato, o que já veio adulto. Mas também é meeeeeeeega carinhosa, o que compensa todos os outros defeitos.


E a bagunça? Bem, se você não quer bagunça não tenha animais, e não tenha filhos. Melhor, more num hotel com camareira, e perca a melhor coisa do dia: chegar em casa e ser recepcionado por aqueles seres(inhos) de alma totalmente pura, que passaram o dia todo lhe esperando pra subir no seu colo, lamber seu rosto e lhe dar o amor mais incondicional que você já teve.


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sábado, 23 de maio de 2009

todo amor é sagrado


control c control v da revista Época:

"
Estou grávida da minha namorada

Um casal de lésbicas de São Paulo pode ser o primeiro a registrar os filhos com o nome de duas mães

Francine Lima
Bruno Miranda

FRUTOS DO AMOR
Adriana, grávida de sete meses, recebe o carinho de sua companheira, Munira, na cama do casal. As duas geraram os bebês juntas

Munira Khalil El Ourra não vai dar à luz, mas é mãe de duas crianças que vão nascer até a primeira semana de maio. Quem está na 31ª semana de gestação é sua companheira, Adriana Tito Maciel. A barriga é de Adriana. Os óvulos fecundados que grudaram no útero dela pertenciam a Munira. Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa. Serão paridos e amamentados por Adriana, de pele marrom e cabelo que nasce crespo. Mas terão a cara de Munira, branquinha e de cabelo liso.

Para a lei, mãe biológica é quem carrega a criança no ventre. Mas um exame de DNA mostraria o contrário. Nem Adriana nem Munira pretendem disputar na Justiça a guarda das crianças. O que elas querem é sair da maternidade juntas, com um documento que permita registrar as crianças no cartório com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Como qualquer família normal.

O sonho de ter filhos era antigo para as moças de 20 e poucos anos que se conheceram em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. A decisão de namorar sério foi influenciada por esse interesse em comum. Em poucos meses, estavam dividindo um apartamento e fazendo planos. Algum tempo depois, Adriana descobriu no ginecologista que seu útero estava ameaçado por uma doença que já lhe tinha arrancado um ovário: a endometriose. “Fiz tratamento desde os 18 anos”, diz Adriana. “Na época, achavam que era cólica menstrual e medicavam com morfina. Quando descobriram, já tinha perdido o ovário direito. E as dores continuavam.” O médico disse a ela que uma gravidez reduziria o problema em 80% e ainda lhe daria a chance de ter um filho antes que o útero ficasse inválido.

Apesar do relacionamento ainda recente, Munira e Adriana aceitaram a ideia e procuraram um especialista em reprodução humana no Hospital Santa Joana para fazer a inseminação artificial. “A gente achava que iria comprar esperma, levar para casa e aplicar com uma seringa”, diz Munira. Os planos mudaram quando o novo médico descobriu que Adriana só tinha metade do ovário esquerdo e já não podia engravidar com os próprios óvulos. Ele sugeriu que Munira cedesse os seus. Se usassem o sêmen de um homem de mesmos traços que Adriana, o filho seria parecido com as duas mães.

As duas moças se animaram com a possibilidade de ter um filho que tivesse um pouco de cada uma. Ainda hoje, Adriana se emociona ao contar essa parte da história. Tinha sido muito dolorido receber a notícia de que não poderia ter filhos do seu próprio sangue, e o gesto de Munira foi mais que bem-vindo. “Foi a maior prova de amor que ela poderia me dar.”

Decisão tomada, era preciso fazer alguns exames e começar o tratamento hormonal para estimular os ovários de Munira e sincronizar os ciclos menstruais das duas. Os óvulos de Munira deveriam estar prontos para a inseminação artificial (em laboratório) na mesma época em que o útero de Adriana estivesse pronto para fixar os embriões. Munira se queixava dos percalços do tratamento. De abril a agosto do ano passado, as injeções diárias na barriga, a oscilação de humor que parecia uma TPM constante, a ultrassonografia vaginal toda semana, o acúmulo de líquido no corpo e o ganho de peso eram o preço que ela tinha de pagar pela bênção de ser mãe. Em breve, seria a vez de Adriana suportar a gravidez.

Quando essa fase chegou, Munira diz ter sentido em seu corpo muitos dos sintomas da gravidez da companheira. “Parecia que eu tinha ficado grávida também.” Ela diz ter sentido enjoos, estrias que nunca haviam existido, mau humor, dores nas costas, dor nas pernas, cansaço de dia, insônia de noite e até desejos estranhos. Fernando Prado, o ginecologista das duas, diz não ter explicação para essa sintonia. Ele não descarta que Munira possa até mesmo ter leite quando os bebês nascerem.

Dos exames à gravidez, todo o processo funcionou até melhor que o esperado. “Eu não imaginava que daria certo de primeira”, diz Prado. Segundo ele, a chance de uma inseminação desse tipo vingar é de 50%, levando em consideração a idade das pacientes e outras condições de saúde. Como Adriana ainda tinha miomas no útero por causa da endometriose, imaginou que seria preciso retirá-los antes. Mas eles nem fizeram cócegas. Para ajudar, em vez dos dez a 15 óvulos esperados após o tratamento hormonal, Munira rendeu mais de 20".


Lindo demais é amar.

Lindo demais é ter liberdade de ser.

Oxalá todo mundo desemburreça!




axé, baraka, namaste _()_...

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

please don't divorce us

Essa eu chupinzei do blog da Denise Arcoverde, e o texto dela está tão bom q sugiro uma visita.


"Fidelity": Don't Divorce... from Courage Campaign on Vimeo.




Li o seguinte: qd perguntam a Angelina Jolie e Brad Pitt quando vão casar/oficializar a união, eles respondem 'quando os homossexuais tiverem o direito de fazer o mesmo'.

Quem sabe se mais heteros fizessem isso, os politiqueiros sentissem a pressão pra acabar com essa palhaçada. O Estado não é separado da Religião????

Pra mim, nenhum dogma vale mais do q uma pessoa.

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sábado, 6 de dezembro de 2008

abra seu coração para o amor...

ele é maior q o medo, o pudor, e o ódio.

Assista o vídeo e depois leia o post.
























Post:

assisti várias vezes até me recuperar do choque. mesmo representando tudo em q acredito, vê-lo me foi chocante. mesmo assim, o mundo não foi feito para q eu me sinta confortável. eu tenho q adaptar meus olhos ao mundo, e não o mundo se adaptar aos meus olhos.

este vídeo está aqui pois acredito totalmente que:

o amor é absoluto; o certo e o errado são relativos, são arbitrários, são convenções apenas.

o amor supera tudo. tudo mesmo, até a ignorância.

o amor é superior a qualquer juízo de valor.

o amor não é privilégio de uma casta, é um dom divino para todos, é a parte mais inerente de todo ser humano.

todos somos criados a imagem e semelhança do Amor Total, chamemos-lhe Javé, Jeová, Jah, Tupã, Alá, Brahma, ou pensemos q não devemos Lhe chamar por nome algum.

todos mesmo: os mancos, os excepcionais, os assassinos, o George W. Bush, as prostitutas, os cegos, os esquálidos starving na África, os gordos se empanturrando no McDonald's, os fundamentalistas q explodem clínicas de aborto, os q se explodem, as irmãzinhas q alimentam os famintos em Calcutá, os mortos e os sobreviventes de Hiroshima, os pilotos q jogaram as bombas, os chefões q lhes ordenaram jogá-las, os missionários e voluntários, os Médicos sem Fronteiras, os bombeiros, todos os mocinhos e todos os bandidos.

não é questão de religião, é bom-senso. eu encontrei minha maneira de ser feliz. pq outras pessoas não podem encontrar as suas?

q mal há numa sacerdote mulher (não gosto muito do termo sacerdotisa)? nenhum, a menos q vc pense q mulheres são inferiores aos homens. neste caso, mulher nenhuma deveria ter função importante. avisem o Obama pra ele dispensar a Hillary.

q mal há em sacerdotes casarem? nenhum, a menos q vc pense q o casamento diminui a bondade das pessoas. neste caso, q ninguém se case pois o mundo precisa de bondade urgentemente. sugiro começar separando a Jeda Pinkett do Will Smith, q esse homem é bom demais.

de q importa quem são as pessoas casando desde q elas estejam felizes com isso?

pq a humanidade gosta tanto de mandar no outro, ditar o q o outro pode ou não pode fazer?

eu adoro berinjela, mas come quem quer! eu não suporto macarrão cortado, mas corta quem quer ! e quando meu partner corta, ao invés de dizer q 'é feio e errado e eu não sou obrigada a ver isso', eu simplesmente olho pro meu prato, q aliás, é o único prato q me diz respeito.

se demonstração de afeto homossexual jogasse fumaça em cima de mim, como cigarro joga, talvez eu tivesse um pouco de razão para ficar incomodada e disesse'vai fazer isso em casa, eu não sou obrigada a aturar a sua fumaça'. o fato é q pra mim o afeto homossexual não diz respeito em nada, e se eu acho feio é só olhar pra outra coisa, tipo o meu próprio rabo.

com o tempo, eu realmente espero ficar emocionada com o vídeo acima, como muitos ficaram antes de descobrir q a moça não era a noiva, e q o pastor/padre/reverendo não era o celebrante.

em breve, eu me prometo, não vou ficar chocada.






quarta-feira, 15 de outubro de 2008

sweet sixteen (ou como chegamos aqui)

Um post com maiúsculas para a felicidade do meu leitor número 1.

Quero escrever sobre estes últimos 16 anos e não consigo. Foram os melhores da minha vida, e não sei o q dizer. Já digitei e deletei muitas linhas, me sobraram apenas estas:

O amor existe, vale a pena, requer muito muito esforço, dura se bem alimentado, tem ups bem ups e downs bem downs, e só cresce com o passar dos anos (again, se bem alimentado). Primeiro a gente se apaixona pq não conhece bem o outro, e depois q conhece (apesar de conhecer) realmente ama.

Aí a pessoa muda uma, duas, três, infinitas vezes, e a gente se reapaixona e desapaixona todas vezes necessárias pra continuar amando. Continuar reapaixonando - A.K.A tentando- é uma questão de decisão. Pq decidi te amar, te dou tudo o q posso. E, naturalmente, pq tu decidiste me amar, me dá tudo o q podes. É só esse o nosso segredo.

Obrigada meu melhor amigo, meu companheiro, meu namorado, meu parceiro de sonhos, de princípios e crenças. E que venham os próximos 16, estou pronta para a luta.

jlovest, feliz sempre


ps: how rare and precious is it to find true love at 14?