quarta-feira, 28 de abril de 2010

50 razões para não casar com um designer gráfico



OK, não sou 'casada', e meu não-marido não é designer gráfico, é motion designer (e digital artist/ilustrador), mas conheço vários dos motivos abaixo.

Peguei no Design On The Rocks (mas eles pegaram no espaco.com, foi escrito por um designer mexicano cujo nome desconheço, e adaptado por Jonas Rossatto) indicação do meu amigo W.

A ênfase é minha, nos sintomas já apresentados ou prováveis do meu partner, pelo menos pelo q eu entendi do texto. With love...

Abre "

  1. Há milhões e milhões de designers no mundo.
  2. São egoístas e egôcentricos.
  3. Todos têm salários baixos.
  4. Não aceitam críticas (recebem mas não as entendem).
  5. Eles odeiam outros designers.
  6. Não sabem somar nem subtrair quando vão ao mercado.
  7. Não sabem mudar uma lâmpada sem fazer um esboço
  8. Gostam de ver os créditos completos do filme (e cenas cortadas).
  9. Não deixam você decorar a sua casa.
  10. Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias).
  11. Você nunca saberá se os documentos e credenciais são reais ou adulterados.
  12. Fazem montagem com suas fotos.(Ou apenas lhe filmam, editam os videos, colocam um score pra lá de desconhecido, e muito flare - by J.)
  13. Mantêm revista e qualquer coisa que tenha fotos no banheiro.
  14. Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (Banksy, Sagmeister, Basquiat, Paul Rand, etc.).
  15. Tira fotos para seu diário todos os dias.
  16. Acham que tudo pode ser resolvido com um Shape ou uma nova Layer.
  17. Tudo é justificado a esquerda, direito e centro, pelo menos quando estão atrasados.
  18. Todos odeiam a fonte “Comic Sans” (e amam Helvetica).
  19. Tomam bebidas de qualquer espécie apenas porque gostam da embalagem.
  20. Eles roubam placa da rua e orelhões telefônicos.
  21. Roubam cartazes de shows e eventos e te fazem passar vergonha.
  22. Amam ténis com cores estranhas e bizarras.
  23. Usam all star com roupa social e acham o máximo (Cuidado ele pode usar isso no casamento).
  24. Tem sempre marcas de tintas em suas mãos.
  25. Eles ficam irritados com as palavras: bonito, feio e artista.
  26. Eles precisam consultar o Pantone antes de se vestir para saber a combinação correta e para ter um contraste legal.
  27. Eles odeiam Office (Word, Excel, PowerPoint, Publisher).
  28. Acham que podem salvar o mundo com um cartaz bonito.
  29. Eles sempre sabem tudo todo o tempo.
  30. Gostam de músicas “Indie” (Aquela música que metade da humanidade nunca ouviu falar).
  31. Criam suas piadas locais, e vão rir daquele video que você achou sem graça no Youtube.
  32. Lêem livros raros, histórias para crianças e semiótica.
  33. Eles gastam horas incontáveis em seus espaços, rindo sozinhos, com seu computador (geralmente Mac).
  34. Sua vida social depende de seus amigos e outro designer.
  35. A maioria é viciada em tecnologia, ou seja todo o dinheiro da família vai parar na Apple Store.
  36. Eles gostam de camisas com estampas e alguma brincadeira sobre algo atual ou muito retrô.
  37. Todos tem suas lojas preferidas, que atendem o publico “Staile”.
  38. Eles viram psicopatas quando você diz que design é apenas desenho.
  39. Começam a rir sozinho quando pensam em como executar um job.
  40. Fumam maconha!
  41. Sempre dizem que podem superar o trabalho dos outros.
  42. Todos já foram ou cogitarão ser DJs (pelo menos uma vez).
  43. Costumam vender tudo que compram, livros, revistas, canetas, camisetas (cuidado você está a venda).
  44. Todos tem personalidade geeks e infantis.
  45. Gostam de desenhos americanos ou japoneses e passarão horas assistindo.
  46. Gostam de mudar de cidade, estado país o tempo todo.
  47. Trabalham retocando foto de modelos e olhando mulheres em grande parte do seu tempo.
  48. Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja.
  49. Fumam Camel porque acham a carteira bonitinha.
  50. Tenha sempre um bom sonho, porque eles trabalham a noite. (E roncam muito muito muito -by J. )

Parte 5x sugerida pelos leitores…

  1. Não pode ver um folder com verniz localizado sem ficar o tempo todo passado o dedo em cima.
  2. Já fizeram ou tem vontade de fazer, ToyArt, Paper Toys.
  3. Vão no MC só pra comprar um MClanche Feliz e ganhar os bonecos do desenho do momento (pixar ou billy e mandy)
  4. Enfeitam suas mesas com 200 bonecos de desenhos pixar, desenhos japoneses, etc.
  5. São viciados em algum jogo, de preferência PES e MMO.
  6. As 2 coisas que fazem perder o sono são: Muita preocupação (jobs em cima do time ou atrasados) ou muita inspiração (essa é melhor que redbull pra deixar acordado)
  7. Tomam RedBull, Burn e outros energéticos.
  8. Super tendência a bissexualidade em ambos sexo! (quem frequenta eventos de designers sabe muito bem como é… hahahaa)
  9. Quando estão em salas esperando por algo e lendo revistas, costumam virar a revista ao contrário para saber que agência produziu a campanha.
  10. Ficam irritados quando você fala sobre o estereótipo deles.
  11. São cheios de neologismos e estrangerismos (by the way, twittar, etc etc etc).
  12. Alguns falam perfeitamente bem mas não sabem escrever corretamente. (Outros escrevem bem mas são gagos - by J -)
  13. Quando vão ao bar ou restaurante demoram muito para fazer o pedido, porque fica com o cardápio, analisando o projeto (na maioria das vezes criticando e sugerindo como ficaria melhor se ele o fizesse). (Ou apenas são muuuuuuuuuuito indecisos - by J.)
  14. Sempre que olham uma fonte, ficam tentando adivinha-la só para mostrar que entende do assunto. (Outros não precisam adivinhar, pq são RainMan -by J.)
  15. Adoram usar o símbolo da “{}” Chave no Lugar de Parênteses “()”.
  16. São viciados em café.
  17. O único adesivo que aceitam no carro é a “maçazinha da Apple”;
  18. Precisam sempre de um IPhone, mesmo que não utilizem metade dos aplicativos, APENAS PRECISAM TER…
  19. Sonham em acordar mais cedo para ler o jornal inteirinho durante o café, só para não escutar sua namorada(o) tagarelar.
  20. Sonham em morar em São Paulo para apreciar a Selva de Pedra.
  21. Sempre têm que trabalhar… “só mais um pouquinho” ou “só hoje”.
  22. Deixam a embalagem do shampoo ou condicionador em cima da pia do banheiro, apenas para admirar a embalagem enquanto fazem suas necessidades fisiológicas.
  23. Odeiam a opinião do sexo oposto em relação aos seus trabalhos.
  24. Quando terminam um trabalho sempre acham que não ficou muito bom…
  25. ADORAM assistir filmes estrangeiros, no estilo “Telecine Cult”.
  26. Sempre tem tendências a gostar de fotográfia e querer tirar foto de tudo.
  27. Os que não trabalham, só enrolam acabam acordando depois das 10 e param de trabalhar antes das 18:00.
  28. Odeiam a palavra backup, porém ficam todos emotivos quando perdem sua fontezinha “super rara”.
  29. Como intreter um Designer Gráfico por horas? Dê um conta fios e uma foto em alta para ele identificar a porcentagem de ciano no rosto da modelo.
  30. Adoram fontes, porém nunca decoram seus nomes e passam horas pra achar a fonte que usou no outro job do cliente, até se tocar que é só abrir o arquivo .AI (Cuidado se ele souber de cor o nome da fonte, ele pode esquecer o seu).
  31. Se você quer fugir de uma noite de sexo, deixe um jogo de fotolito sem identificação de cor para ele decifrar (Muito boa!)
  32. Odeiam as pessoas que ficam “em cima” por atrapalhar seu processo criativo.
  33. Têm sempre a resposta pronta para qualquer coisa que seja mostrada a ele: “mas isso não é Design”.
Fecha"

Pensando bem, o meu é até bem normalzinho...

=^.^=

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Exército Brasileiro



muuuuuito bom!

quarta-feira, 24 de março de 2010

A história da raça humana by Henry Thomas

Hoje comecei a ler um livro de 1938, escrito por um historiador radical e cativante. Cativante no sentido de deixar o leitor naquele estado autômato em que não conseguimos largar o livro.

Como tudo já escrito, ele tem um objetivo bem claro por trás de sua publicação. Como nem tudo, ele explicita este objetivo para desconfiados e ingênuos. Seu objetivo é convencer o leitor de que, através dos tempos, "os povos que vivem mais tempo são os pacifistas da Terra" (p.36).

No estilo Quem Com Ferro Fere Com Ferro Será Ferido, Thomas faz uma espécie de descrição cronológica da história da humanidade através de biografias de personagens históricos (ou não, pode-se questionar) importantes. Ele passa por figuras como Moisés, Buda, Confúcio, Platão, Jesus, Nero, Marco Polo, Joana D'Arc (ufa, uma mulher), Maquiavel, e tantos outros até chegar em Mussolini, Hitler e Roosevelt.

Primeiramente fiquei preocupada em ler uma publicação de 38, e portanto sem o conhecimento de tanta tanta coisa e tanta tanta gente que pela Terra passou desde então. Depois gostei do texto (não sei se por Thomas ou seu tradutor Gilberto Miranda, tenho 3 pés atrás com textos traduzidos), e me deixei levar.

Thomas é radical, já disse isso, e parece sentir um certo desprezo pela raça humana. Reproduzo aqui 2 partes que me chamaram atenção até agora.

'O homem é uma criatura estúpida e o seu progresso tem sido muito lento' (p.16) É preciso ser muito ingênuo para discordar, mas a franqueza da frase me acordou do torpor do pós-almoço. É claro que o texto é de 38, e muito muito ocorreu desde então, especialmente em relação a tecnologias. Ainda assim, continuamos a morrer e a matar de fome, a executar, a extirpar clitóris (qual o plural desta palavra?), a produzir urânio enriquecido...

'Esse costume tolo dos arianos de dividir a humanidade em classes sociais descabidas ainda hoje prevalece. Na Europa, na América, bem como na Índia, temos "as elites" e os "intocáveis", a despeito do fato científico de que uns e outros, quando mortos, fornecem um banquete igualmente nutritivo aos vermes imparciais' (p.59). Hummm, precisa comentar?

Sempre pensei que as diferenças entre os povos, seja cor, cultura, ou crença, eram apenas desculpas a velar as verdadeiras motivações por trás das guerras e quaisquer derramamentos de sangue. Os homens têm sede de Poder, e pelo poder convencem-se de qualquer razão que justifique esta sede, e por fim, a violência. Comece alguém a desejar possuir todos sapatos 33 da Terra - e convencer mais um bando aos gritos ou sussurros de 'Ameaçadores terroristas aqueles seres malévolos que ousam calçar 33!!!' - e serei eu a próxima vítima de holocausto.

Não, não acho esta descrição ridícula não. Tamanho de pé é uma razão para discriminação tão esdrúxula quanto cor de pele. E pense em quantas atrocidades já foram e são feitas por causa dela.

Até os próximos capítulos,
J.






domingo, 14 de março de 2010

Não se arrepie

se for capaz



Stefani Germanotta rocks!

quarta-feira, 10 de março de 2010

pecado capital


"Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem" (R.Luxemburgo)

Discordo. Eu não me movimento e sei muito bem o que me prende...começa com pre e termina com guiça.

Qd esta fase passar, prometo voltar a pensar. Meanwhile, continuo lendo e me adaptando a vida de funcionária pública.

=^.^=

Ah! O fofinho foi adotado, apesar de nenhuma das 2 pessoas q leem o blog terem perguntado nada sobre o bichinho.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

no meio do caminho tinha* um cão

tinha* um cão no meio do caminho.

Achei esse fofinho aí no meio da estrada, antes q ele virasse lombada catei!

A partir de hj a noite estará hospedado na casa de um amigo, mas é só por uma semana. Tenho este tempo pra lhe arranjar um lar de verdade.

Please, help me!!!

=^.^=

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Invictus

Assisti Invictus e sou obrigada a fazer um singelo comentário. O filme é muito mais do que eu esperava. Morgan Freeman está maravilhoso como Mandela.

Todo mundo ouve falar sobre o Apartheid e sobre Mandela, mas foi só em 2005, quando estive na África do Sul, que senti o que tudo isso realmente significava. Tenho um amigo 'Capetonian' (nativo da Cidade do Cabo), que é 'colored' (mistura de nativo africano com holandeses, falante de afrikaans), e ele me falou e me mostrou um pouquinho do que foi/é a segregação por lá.

Parece estúpido dizer de que cor meu amigo é, mas lá isso faz diferença. Peter é professor de economia numa universidade local, e ativista político nas questões de habitação. Muito sério, o conheci no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, e o reencontrei lá na Cidade do Cabo. Ele me levou para ver as absurdas mansões com seus campos de golf, as townships de classe média e média baixa (onde mora sua família e uma família de amigos muito hospitaleira que me recebeu), e os squatcamps, que são como favelas improvisadas parecendo acampamentos de sem-terra. Me levou também para almoçar em 2 restaurantes bem lindos, um deles na região dos museus e universidades, onde até 1990 ele não podia pôr os pés.

Oficialmente o Apartheid acabou, mas quase todas as pessoas ainda moram nos locais antes reservados para pessoas de sua etnicidade. No bairro do Peter, por exemplo, só vi coloreds. Na praia aí embaixo, só whites (mas as mansões crescendo em volta estão cheias de pedreiros, todos negros).


Atualmente a África do Sul tem 11 línguas oficiais (das quais só consigo distinguir 3: inglês, afrikaans e khosa). E todo mundo pode pôr o pé onde quiser.

Não vou me aprofundar no assunto, pois dele não entendo muito, quero só contar uma coisinha sobre minha viagem.

Aí embaixo eu estou em Robben Island, a ilha-prisão onde Mandela ficou muitos dos seus 27 anos de cárcere, e este ao meu lado é o guia do meu tour. Ele foi prisioneiro lá durante 10 anos (não sei como ele pode querer voltar lá todos os dias), e nos contou como era sua vida por lá. Triste, muito triste. Mas, assim como Mandela, meu guia era só sorrisos.



Uma fala do filme me marcou profundamente 'Como pode um homem que perdeu 30 anos de sua vida sair do cárcere pronto para perdoar os que lhe aprisionaram?'. Eu também não entendo. Deveria ter perguntado ao meu guia.


"Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul".

William Ernest Henley (1849–1903)