sexta-feira, 2 de abril de 2010

Exército Brasileiro



muuuuuito bom!

quarta-feira, 24 de março de 2010

A história da raça humana by Henry Thomas

Hoje comecei a ler um livro de 1938, escrito por um historiador radical e cativante. Cativante no sentido de deixar o leitor naquele estado autômato em que não conseguimos largar o livro.

Como tudo já escrito, ele tem um objetivo bem claro por trás de sua publicação. Como nem tudo, ele explicita este objetivo para desconfiados e ingênuos. Seu objetivo é convencer o leitor de que, através dos tempos, "os povos que vivem mais tempo são os pacifistas da Terra" (p.36).

No estilo Quem Com Ferro Fere Com Ferro Será Ferido, Thomas faz uma espécie de descrição cronológica da história da humanidade através de biografias de personagens históricos (ou não, pode-se questionar) importantes. Ele passa por figuras como Moisés, Buda, Confúcio, Platão, Jesus, Nero, Marco Polo, Joana D'Arc (ufa, uma mulher), Maquiavel, e tantos outros até chegar em Mussolini, Hitler e Roosevelt.

Primeiramente fiquei preocupada em ler uma publicação de 38, e portanto sem o conhecimento de tanta tanta coisa e tanta tanta gente que pela Terra passou desde então. Depois gostei do texto (não sei se por Thomas ou seu tradutor Gilberto Miranda, tenho 3 pés atrás com textos traduzidos), e me deixei levar.

Thomas é radical, já disse isso, e parece sentir um certo desprezo pela raça humana. Reproduzo aqui 2 partes que me chamaram atenção até agora.

'O homem é uma criatura estúpida e o seu progresso tem sido muito lento' (p.16) É preciso ser muito ingênuo para discordar, mas a franqueza da frase me acordou do torpor do pós-almoço. É claro que o texto é de 38, e muito muito ocorreu desde então, especialmente em relação a tecnologias. Ainda assim, continuamos a morrer e a matar de fome, a executar, a extirpar clitóris (qual o plural desta palavra?), a produzir urânio enriquecido...

'Esse costume tolo dos arianos de dividir a humanidade em classes sociais descabidas ainda hoje prevalece. Na Europa, na América, bem como na Índia, temos "as elites" e os "intocáveis", a despeito do fato científico de que uns e outros, quando mortos, fornecem um banquete igualmente nutritivo aos vermes imparciais' (p.59). Hummm, precisa comentar?

Sempre pensei que as diferenças entre os povos, seja cor, cultura, ou crença, eram apenas desculpas a velar as verdadeiras motivações por trás das guerras e quaisquer derramamentos de sangue. Os homens têm sede de Poder, e pelo poder convencem-se de qualquer razão que justifique esta sede, e por fim, a violência. Comece alguém a desejar possuir todos sapatos 33 da Terra - e convencer mais um bando aos gritos ou sussurros de 'Ameaçadores terroristas aqueles seres malévolos que ousam calçar 33!!!' - e serei eu a próxima vítima de holocausto.

Não, não acho esta descrição ridícula não. Tamanho de pé é uma razão para discriminação tão esdrúxula quanto cor de pele. E pense em quantas atrocidades já foram e são feitas por causa dela.

Até os próximos capítulos,
J.






domingo, 14 de março de 2010

Não se arrepie

se for capaz



Stefani Germanotta rocks!

quarta-feira, 10 de março de 2010

pecado capital


"Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem" (R.Luxemburgo)

Discordo. Eu não me movimento e sei muito bem o que me prende...começa com pre e termina com guiça.

Qd esta fase passar, prometo voltar a pensar. Meanwhile, continuo lendo e me adaptando a vida de funcionária pública.

=^.^=

Ah! O fofinho foi adotado, apesar de nenhuma das 2 pessoas q leem o blog terem perguntado nada sobre o bichinho.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

no meio do caminho tinha* um cão

tinha* um cão no meio do caminho.

Achei esse fofinho aí no meio da estrada, antes q ele virasse lombada catei!

A partir de hj a noite estará hospedado na casa de um amigo, mas é só por uma semana. Tenho este tempo pra lhe arranjar um lar de verdade.

Please, help me!!!

=^.^=

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Invictus

Assisti Invictus e sou obrigada a fazer um singelo comentário. O filme é muito mais do que eu esperava. Morgan Freeman está maravilhoso como Mandela.

Todo mundo ouve falar sobre o Apartheid e sobre Mandela, mas foi só em 2005, quando estive na África do Sul, que senti o que tudo isso realmente significava. Tenho um amigo 'Capetonian' (nativo da Cidade do Cabo), que é 'colored' (mistura de nativo africano com holandeses, falante de afrikaans), e ele me falou e me mostrou um pouquinho do que foi/é a segregação por lá.

Parece estúpido dizer de que cor meu amigo é, mas lá isso faz diferença. Peter é professor de economia numa universidade local, e ativista político nas questões de habitação. Muito sério, o conheci no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, e o reencontrei lá na Cidade do Cabo. Ele me levou para ver as absurdas mansões com seus campos de golf, as townships de classe média e média baixa (onde mora sua família e uma família de amigos muito hospitaleira que me recebeu), e os squatcamps, que são como favelas improvisadas parecendo acampamentos de sem-terra. Me levou também para almoçar em 2 restaurantes bem lindos, um deles na região dos museus e universidades, onde até 1990 ele não podia pôr os pés.

Oficialmente o Apartheid acabou, mas quase todas as pessoas ainda moram nos locais antes reservados para pessoas de sua etnicidade. No bairro do Peter, por exemplo, só vi coloreds. Na praia aí embaixo, só whites (mas as mansões crescendo em volta estão cheias de pedreiros, todos negros).


Atualmente a África do Sul tem 11 línguas oficiais (das quais só consigo distinguir 3: inglês, afrikaans e khosa). E todo mundo pode pôr o pé onde quiser.

Não vou me aprofundar no assunto, pois dele não entendo muito, quero só contar uma coisinha sobre minha viagem.

Aí embaixo eu estou em Robben Island, a ilha-prisão onde Mandela ficou muitos dos seus 27 anos de cárcere, e este ao meu lado é o guia do meu tour. Ele foi prisioneiro lá durante 10 anos (não sei como ele pode querer voltar lá todos os dias), e nos contou como era sua vida por lá. Triste, muito triste. Mas, assim como Mandela, meu guia era só sorrisos.



Uma fala do filme me marcou profundamente 'Como pode um homem que perdeu 30 anos de sua vida sair do cárcere pronto para perdoar os que lhe aprisionaram?'. Eu também não entendo. Deveria ter perguntado ao meu guia.


"Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul".

William Ernest Henley (1849–1903)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Até a Globo acha

I rest my case!!!